Tecnologia de ponta cabeça, você faz questão de lembrar e depois pede que eu esqueça;
Evolução padrão de criança, que muda de opinião em qualquer circunstancia;
Texto de uma página e meia, sem o menor nexo. Prendem-te, roubam-te, te tiram o mundo;
Gripe é feito roupa que não cabe mais, se passa pra frente quando a coisa aperta.
Esses olhos são meus, eles só podem falar por mim, comigo e ninguém mais. E se caso eu me perder, estarei só, só de maneira típica. Não me olhe com esse olhar de surpresa, logo depois de ter me olhado com aquele olhar de desprezo.
A febre vem lenta e desagradável, vou tomar um dorflex, só pra ver se o corpo fica estável.
Você disse que tinha saudades e que queria me ver, conversar sobre a vida, coisa e tal. O telefone não tocou, nenhuma visita chegou.
Lágrimas de fogo, que queimam os olhos até avermelhar, mas secam antes mesmo de escorrer pelo rosto, deformar.
Não se meta, não você, ele ali a dois passos de mim. Ando rindo demais e quando paro de andar, o riso não passa.
Os meus olhos são meus, os seus olhos são de quem estiver disposto a um preço caro pagar.
Papagaio calado, carteiro desocupado. O fim e o inicio ficam de lados contrários.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Dear
Através dos dias que se acabam com um “boa noite”, que nunca mais veio, repleto de palavras que não foram ditas. Nunca pensei que diria isso tão tarde, nem mesmo tão cedo. Mas quero que saiba querida, eu superei você e todas as lágrimas de desespero que secaram meu peito.
Depois de tanto tempo pensando em formas fáceis de te fazer voltar. Oh, eu nunca pensei em me matar por você, mas não houve um só dia em que, mesmo perante o silencio, eu não invocasse seu nome de algum modo. Parece-me que viver assim, é bem mais trágico e doloroso que um suicídio qualquer.
Tente acreditar que ainda te amo tanto, que até dói um pouco lembrar de tudo o que não existe mais. Parece estranho, mas tem se tornado cada vez mais comum, banal todo esse sentimento. Agora consigo até mesmo falar sobre você sem pestanejar, me pragueja, deixa pra lá.
O tempo apaga tudo, tudo, nem tudo. Mas pense nas coisas boas, se elas ainda não tiverem sido apagadas.
Tudo parece teste e eu me lembro de detalhes demais. Mas eu superei você, e isso machuca um pouco mais do que eu esperava. Passei tanto tempo te colocando em foco, que hoje não sei ao certo para onde ir depois daqui.
Por mais estranho e doloroso que ainda seja, todas as lagrimas secaram faz tempo.
Depois de tanto tempo pensando em formas fáceis de te fazer voltar. Oh, eu nunca pensei em me matar por você, mas não houve um só dia em que, mesmo perante o silencio, eu não invocasse seu nome de algum modo. Parece-me que viver assim, é bem mais trágico e doloroso que um suicídio qualquer.
Tente acreditar que ainda te amo tanto, que até dói um pouco lembrar de tudo o que não existe mais. Parece estranho, mas tem se tornado cada vez mais comum, banal todo esse sentimento. Agora consigo até mesmo falar sobre você sem pestanejar, me pragueja, deixa pra lá.
O tempo apaga tudo, tudo, nem tudo. Mas pense nas coisas boas, se elas ainda não tiverem sido apagadas.
Tudo parece teste e eu me lembro de detalhes demais. Mas eu superei você, e isso machuca um pouco mais do que eu esperava. Passei tanto tempo te colocando em foco, que hoje não sei ao certo para onde ir depois daqui.
Por mais estranho e doloroso que ainda seja, todas as lagrimas secaram faz tempo.
domingo, 22 de agosto de 2010
Expelir
Olhando através da janela da alma, vejo um flash que me cega, é como um sopro que te faz calar. Talvez eu devesse me arrepender de tudo, dos dias em que te fiz chorar, nos dias em que te fiz sorrir, mas não parece justo esquecer uma parte, metade, um terço, coisa pouca; sou a favor do tudo ou nada. Se for pra esquecer-me de algo que realmente fizesse diferença, gostaria de esquecer-me de você.
Por que você sempre foi a policia nas nossas sessões de pique-pega, por que sempre me faltou a razão por sobra de razão?
Se fosse pra me arrepender de algo, gostaria de me arrepender de ter cruzado meus olhos com os seus, mas não consigo. Foi tão bom te ver sorrir, foi tão valoroso te ver chorar, foi tão significante cada segundo. É impossível escolher parte, metade, um terço, coisa pouca; sou a favor do tudo ou do nada. Se for pra perder algo que realmente faça diferença, prefiro perder você, me arrepender de você.
Quem é que ainda fala de salvação nos dias de hoje? Quem é que se arrepende realmente de algo hoje em dia?
Eu me perdi tantas vezes, que você não seria capaz de acompanhar nem metade, mesmo se eu quisesse te contar. É tudo demais, é tudo bem mais do que parece ser. Se for pra não ser algo relevante, gostaria de não ser eu; pois é impossível apagar parte, metade, um terço, coisa pouca, você.
Por que você sempre foi a policia nas nossas sessões de pique-pega, por que sempre me faltou a razão por sobra de razão?
Se fosse pra me arrepender de algo, gostaria de me arrepender de ter cruzado meus olhos com os seus, mas não consigo. Foi tão bom te ver sorrir, foi tão valoroso te ver chorar, foi tão significante cada segundo. É impossível escolher parte, metade, um terço, coisa pouca; sou a favor do tudo ou do nada. Se for pra perder algo que realmente faça diferença, prefiro perder você, me arrepender de você.
Quem é que ainda fala de salvação nos dias de hoje? Quem é que se arrepende realmente de algo hoje em dia?
Eu me perdi tantas vezes, que você não seria capaz de acompanhar nem metade, mesmo se eu quisesse te contar. É tudo demais, é tudo bem mais do que parece ser. Se for pra não ser algo relevante, gostaria de não ser eu; pois é impossível apagar parte, metade, um terço, coisa pouca, você.
domingo, 1 de agosto de 2010
Caia, volta; Caia, fora.
O que posso fazer se você não está aqui, se terei de conviver com noites tediosas e pessoas efusivas. Meu bem, eu já cansei de rezar, agora já não sei se Deus me abandonou ou se a vida um dia ficará melhor sem você.
Gosto muito de falar sobre as noites de hoje em dia, que mesmo sem você eu consigo sorrir. Minha rotina não mudou em nada, minha vida seguiu em frente, em frente, a beira de um abismo. Caia, volta.
Não vi ninguém com o seu nome nos últimos dias, nossas musicas não tocam mais nas rádios, sua cor favorita não é mais tendência, seu corte de cabelo não esta mais em todas as cabeças. Então me diz meu bem, por que não consigo te tirar do foco de todas as minhas atenções, me explica como fazer calar a voz do coração. Vá embora essa noite, caia.
Nunca fomos perfeita simetria, mas era bom, era um doce quase amargo. Agora já não sei mais quem entreter a noite inteira, gargalhar alto enquanto todos dormem, pra quem vou me declarar enquanto quase durmo? Não sei ao certo se quero mesmo saber a resposta pra isso tudo. Caia, fora do meu coração.
Gosto muito de falar sobre as noites de hoje em dia, que mesmo sem você eu consigo sorrir. Minha rotina não mudou em nada, minha vida seguiu em frente, em frente, a beira de um abismo. Caia, volta.
Não vi ninguém com o seu nome nos últimos dias, nossas musicas não tocam mais nas rádios, sua cor favorita não é mais tendência, seu corte de cabelo não esta mais em todas as cabeças. Então me diz meu bem, por que não consigo te tirar do foco de todas as minhas atenções, me explica como fazer calar a voz do coração. Vá embora essa noite, caia.
Nunca fomos perfeita simetria, mas era bom, era um doce quase amargo. Agora já não sei mais quem entreter a noite inteira, gargalhar alto enquanto todos dormem, pra quem vou me declarar enquanto quase durmo? Não sei ao certo se quero mesmo saber a resposta pra isso tudo. Caia, fora do meu coração.
domingo, 18 de julho de 2010
Só pra constar
Estava me lembrando de uma “tia” que ficava no recreio batendo a chave no corrimão da escada e gritando “beber água, ir ao banheiro... estamos no recreio... acabamos o recreio... é hora do recreio”, enfim, não me lembro ao certo. Estava pensando mesmo no quanto esqueci um tanto de coisa importante, como era minha letra no primário, quais eram as gírias que eu usava no secundário.
Passaram tantos dias e eu estou quase no fim, eu estava tentando lembrar em que eu pensava no inicio. Não agüento mais falar do tempo, não consigo parar de falar no tempo, isso tem me irritado.
Venho aqui de muito em muito tempo, jogar coisas que não preciso, dizer coisas que dificilmente leio depois, ninguém lê. Deve ser isso que faz desse espaço especial, é algo só meu que todo mundo tem acesso, mas que mesmo assim ninguém vem ver. Deve ser isso que tenho em comum com esse espaço.
Estava tentando falar um pouco mais sobre mim, mas acabei escrevendo e apagando depois toda vez. Parece que estou sempre fugindo disso, não é que me odeie, não é que eu não simpatize com tudo aquilo que me tornei; mas é que falta boa vontade, falta empenho em me mostrar.
Acho que vou começar a filosofar sobre assuntos avulsos, daqui pra cima é tudo sem sentido, só pra constar.
Passaram tantos dias e eu estou quase no fim, eu estava tentando lembrar em que eu pensava no inicio. Não agüento mais falar do tempo, não consigo parar de falar no tempo, isso tem me irritado.
Venho aqui de muito em muito tempo, jogar coisas que não preciso, dizer coisas que dificilmente leio depois, ninguém lê. Deve ser isso que faz desse espaço especial, é algo só meu que todo mundo tem acesso, mas que mesmo assim ninguém vem ver. Deve ser isso que tenho em comum com esse espaço.
Estava tentando falar um pouco mais sobre mim, mas acabei escrevendo e apagando depois toda vez. Parece que estou sempre fugindo disso, não é que me odeie, não é que eu não simpatize com tudo aquilo que me tornei; mas é que falta boa vontade, falta empenho em me mostrar.
Acho que vou começar a filosofar sobre assuntos avulsos, daqui pra cima é tudo sem sentido, só pra constar.
sábado, 26 de junho de 2010
Fila Indiana
"All the bridges in the world won't save you, if there is no other side to cross to."
Pensa que foi tudo invenção da sua cabeça criativa e conturbada; faz de conta que tudo foi uma tentativa mal sucedida de um conto de fadas sem final; diz que tudo vai ficar bem, mesmo sabendo que talvez nunca se apague. Aja como bem entender, mas saiba que vou ficar bem, mesmo que eu caia também, uma hora terei de me reerguer; porém não use uma de suas quedas pra me induzir a querer voltar a traz, não terá volta dessa vez. E tenho dito tudo isso, sempre na esperança de acreditar ser o melhor.
Um dia agente acorda e percebe que boa parte das coisas não está fora de lugar, elas simplesmente não tem lugar. E você começa a se perguntar em que parte se deslocou da parte que te confortava e justificava um fracasso qualquer. A resposta é que nunca houve respostas.
Raciocínio lerdo; vamos bem devagar pra vê se meu coração entende. Quer dizer, não vamos mais a lugar algum, pois não somos mais nós, não há plural, sou eu quem vai, quem vou. Estou indo só, irei pulsar lentamente, pra vê se assim meu coração agüenta.
Pensa que foi tudo invenção da sua cabeça criativa e conturbada; faz de conta que tudo foi uma tentativa mal sucedida de um conto de fadas sem final; diz que tudo vai ficar bem, mesmo sabendo que talvez nunca se apague. Deve ser só isso que terei de fazer, deve ser tudo isso e ainda muito mais ou simplesmente te deixar pra traz.
É hora de seguir em frente, porque sempre chega a hora que a cabeça da gente quer fazer o coração calar. A hora da mudança já passou da hora, agora tenho que dar nome aos bois, organizar em fila indiana quilométrica tudo aquilo que pode supostamente ocupar seu lugar. Entre eu e o outro lado da ponte existe um mar.
Pensa que foi tudo invenção da sua cabeça criativa e conturbada; faz de conta que tudo foi uma tentativa mal sucedida de um conto de fadas sem final; diz que tudo vai ficar bem, mesmo sabendo que talvez nunca se apague. Aja como bem entender, mas saiba que vou ficar bem, mesmo que eu caia também, uma hora terei de me reerguer; porém não use uma de suas quedas pra me induzir a querer voltar a traz, não terá volta dessa vez. E tenho dito tudo isso, sempre na esperança de acreditar ser o melhor.
Um dia agente acorda e percebe que boa parte das coisas não está fora de lugar, elas simplesmente não tem lugar. E você começa a se perguntar em que parte se deslocou da parte que te confortava e justificava um fracasso qualquer. A resposta é que nunca houve respostas.
Raciocínio lerdo; vamos bem devagar pra vê se meu coração entende. Quer dizer, não vamos mais a lugar algum, pois não somos mais nós, não há plural, sou eu quem vai, quem vou. Estou indo só, irei pulsar lentamente, pra vê se assim meu coração agüenta.
Pensa que foi tudo invenção da sua cabeça criativa e conturbada; faz de conta que tudo foi uma tentativa mal sucedida de um conto de fadas sem final; diz que tudo vai ficar bem, mesmo sabendo que talvez nunca se apague. Deve ser só isso que terei de fazer, deve ser tudo isso e ainda muito mais ou simplesmente te deixar pra traz.
É hora de seguir em frente, porque sempre chega a hora que a cabeça da gente quer fazer o coração calar. A hora da mudança já passou da hora, agora tenho que dar nome aos bois, organizar em fila indiana quilométrica tudo aquilo que pode supostamente ocupar seu lugar. Entre eu e o outro lado da ponte existe um mar.
sábado, 12 de junho de 2010
Parece Necessário
Noite agitada, encontrando todo mundo que eu necessariamente não precisava encontrar. Perguntei-me onde estaria você em silencio tão profundo, tentando sempre não me ouvir nessas horas de nostalgia.
Um dia desses quero sair pra dançar, espantar a lucidez, esquecer de sempre tentar ser normal. Não agüento mais dançar no quarto escuro e sem música. Andei percebendo o quanto danço por pouca coisa.
Não sou mais uma criança, isso provavelmente você não verá em meus olhos. Não gosto de transparecer o que realmente sou, pois isso sem duvidas não muda em nada a sua vida.
Queria alguém pra sempre, mas esse alguém já tem nome e endereço certo. Sempre longe de mim, é sempre onde você está. Nem deve ser questão de querer ou precisar, é a vida que tem feito isso com agente.
Vi tanta gente em um dia em que eu queria só te ver. Trancados em um quarto claro, sua voz soaria como música. Danço por você, sempre que acho que vira algo menos trágico, quem sabe da próxima vez.
Nem sempre o melhor é o que realmente é necessário. Não quero o que preciso, não tenho o pior, não gosto do que tenho. Tudo sempre parece ser menos do que realmente é.
Um dia desses quero sair pra dançar, espantar a lucidez, esquecer de sempre tentar ser normal. Não agüento mais dançar no quarto escuro e sem música. Andei percebendo o quanto danço por pouca coisa.
Não sou mais uma criança, isso provavelmente você não verá em meus olhos. Não gosto de transparecer o que realmente sou, pois isso sem duvidas não muda em nada a sua vida.
Queria alguém pra sempre, mas esse alguém já tem nome e endereço certo. Sempre longe de mim, é sempre onde você está. Nem deve ser questão de querer ou precisar, é a vida que tem feito isso com agente.
Vi tanta gente em um dia em que eu queria só te ver. Trancados em um quarto claro, sua voz soaria como música. Danço por você, sempre que acho que vira algo menos trágico, quem sabe da próxima vez.
Nem sempre o melhor é o que realmente é necessário. Não quero o que preciso, não tenho o pior, não gosto do que tenho. Tudo sempre parece ser menos do que realmente é.
Assinar:
Postagens (Atom)